China acusada de esterilizar mulheres de minorias étnicas

China acusada de esterilizar mulheres de minorias étnicas

A China voltou a estar debaixo do fogo de acusações da comunidade internacional por alegadamente as suas autoridades estarem a avançar com uma campanha de genocídio, esterilizando de mulheres de minorias étnicas contra a sua vontade, destinada a reduzir a população demográfica destas populações, e com o foco na região de Xinjiang, a oeste do país.

O trabalho do investigador alemão Adrian Zenz inclui também relatos de mulheres que anteriormente estiveram nestes campos e que foram sujeitas a vacinações forçadas que pararam os seus períodos menstruais ou lhes causaram hemorragias descontroladas, e abortos. Além disso, o trabalho também apurou, após a análise de documentos oficiais, que uma série de mulheres em algumas zonas rurais com comunidades compostas por minorias, foram obrigadas a fazer exames ginecológicos ou testes de gravidez.

Estas acusações constam de um relatório que foi entregue às Nações Unidas por um grupo de advogados internacionais, integrando vários documentos e depoimentos como prova, pedindo que sejam investigadas no terreno as ações de esterilização forçada que as autoridades chinesas estão a fazer em Xinjiang.

Segundo o jornal "The Guardian", este relatório dá conta que a China mantém confinados em campos mais de um milhão de pessoas da etnia uigur e de outras minorias muçulmanas, e que são descritos pelas autoridades em Pequim como centros de treino para emprego e reeducação, com vista a tirar estas pessoas do estigma do terrorismo e da violência.

O jornal britânico cita o relatório feito pelo alemão Adrian Zenz, que fez no terreno um trabalho de investigação, que também expôs às autoridades de Xinjiang, denunciando haver mulheres de minorias muçulmanas, em particular da etnia uigur, com um número de filhos já superior às quotas e que estão a ser fechadas em campos por se recusarem a interromper a gravidez.

A investigação de Adrian Zenz dá ainda conta de casos de mulheres com menos de dois filhos, abaixo do limite permitido no país, que tiveram de se sujeitar, contra a sua vontade, à introdução de contracetivos intrauterinos. E também de vários outros casos de mulheres que estavam a ser forçadas a fazer operações de esterilização.

As ações de esterilização forçada que decorrem na China “levantam questões sérias" e segundo Adrian Zenz devem ser objeto de análise das Nações Unidas para apurar se, à luz dos seus critérios, se podem considerar como "uma campanha demográfica de genocídio".

Ativistas da etnia uigur também estão a denunciar que a China está a usar estes campos de reeducação para fazer 'lavagem ao cérebro' e erradicar das pessoas a sua "distintiva cultura e identidade islâmica", destaca ainda o "The Guardian".

As autoridades chinesas negam estas acusações e o ministro dos Negócios Estrangeiros já sublinhou que não têm qualquer base, mas mostram ter "segundas intenções". Zhao Lijian, porta-voz do ministro, ataca diretamente os jornalistas, acusando-os de “cozinharem falsas informações sobre os assuntos relacionados com Xinjiang". Garante que nesta região as coisas estão "harmoniosas e estáveis".

Fonte: Expresso.

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