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Adequar a vitamina D pode fortalecer suas defesas contra o Covid-19

Adequar a vitamina D pode fortalecer suas defesas contra a Covid-19

Nas últimas semanas o foco da imprensa mundial está voltado para tudo que envolve a pandemia de Covid-19 e não poderia mesmo ser diferente. Entre os números de infectados e de vítimas, as taxas de isolamento, os aspectos sociais, políticos e econômicos relacionados ao tema, há também inúmeras notícias sobre possíveis vitaminas e minerais que poderiam auxiliar o organismo no combate ao coronavírus, entre elas, a vitamina D.

Estudos científicos recentes já comprovaram a sua importância para o sistema imunológico, também já revelaram que, pelo menos, 77% dos brasileiros têm uma quantidade insuficiente da vitamina. De acordo com a nutricionista Denise Madi Carreiro, autora do livro Suplementação Nutricional na Prática Clínica: "Além da exposição ao Sol, a base para a formação da vitamina D no organismo é o colesterol, ela está presente na composição de alimentos muito gordurosos, cujo consumo costuma ser pequeno entre a população e a quantidade que ingerimos por meio da alimentação corresponde a, no máximo, 10% do que o organismo necessita", alerta. Sobre este assunto, a autora deste artigo, do portal Estadão, 
Juliana Carreiro, entrevistou também o nutrólogo, pesquisador sobre vitamina D e professor da Faculdade de Medicina do ABC, Renato Leça.

1-É importante estar com a vitamina D regulada durante a pandemia de Covid-19?


R.L. Um estudo italiano recente, realizado por cientistas da Universidade de Turim, aponta que os pacientes que foram infectados pelo coronavírus apresentavam baixos níveis de vitamina D. Não se trata de uma prevenção, mas de estar com o sistema imune funcionando adequadamente. Como a vitamina D tem ação imunomoduladora comprovada cientificamente é importante manter seus níveis adequados nesse momento. Em níveis adequados, ela certamente auxilia a manter a resistência do organismo em dia. Vale salientar que como não temos ainda anticorpos a esse vírus, a principal linha de ataque do organismo acontece pela imunidade inata, que é modulada pela vitamina D, daí sua grande importância para a defesa do nosso organismo.


2- O que é a Vitamina D e para que serve?


R.L

A vitamina D é um micronutriente que, entre outras funções no corpo, atua no funcionamento do sistema imunológico, auxilia na absorção de cálcio e tem papel importante no equilíbrio do açúcar no sangue. Ou seja, atua como um hormônio multifuncional, já que diversas células e tecidos possuem receptores para síntese da vitamina. A deficiência dessa vitamina está comprovadamente ligada a uma série de doenças, como as doenças autoimunes, o diabetes, a osteoporose.


3 -Qual a forma adequada para se obter bons níveis da Vitamina D?


R.L

Para que a sua formação no organismo seja adequada, é necessária a exposição solar de, no mínimo, 15 minutos diários, de preferência entre 10h e 14h, momento de maior presença dos raios UV, responsáveis por ativar o metabolismo da sua formação a partir da pele, com pelo menos os braços descobertos - quanto maior a área de exposição do corpo à luz solar melhor -, sem o uso de protetores solares, que atrapalham a ativação das vias metabólicas de formação da vitamina. Vários estudos já mostraram que pessoas que vivem em ambientes urbanos são mais carentes em vit D porque passam grandes períodos em locais fechados e não se expõem ao sol. Fazer uma reposição por meio de suplementação é uma alternativa bastante interessante pois a rotina das grandes cidades nem sempre permite a síntese de vitamina D por raios solares, contudo, é possível absorver a vitamina em alguns poucos alimentos, como peixes gordurosos, óleo de fígado de bacalhau e cogumelos secos. Leite, ovos e fígado bovino também têm a vitamina, mas em menor quantidade.



Em um trabalho científico que realizamos na Faculdade de Medicina do ABC em parceria com a Unifesp, observamos que os estudantes de medicina que praticavam exercícios em quadras cobertas apresentaram níveis de vitamina D cerca de 40% menor que seus colegas que praticavam exercícios ao ar livre, e além disso, o nível médio de vitamina D do grupo da quadra mostrou-se na faixa da insuficiência , mesmo tendo uma boa alimentação, por isso a suplementação é importante. A dose ideal para cada paciente varia de acordo com seu perfil. Quando há deficiência é possível fazer uma dose de ataque inicial mais alta, para melhorar o estoque desta vitamina, em seguida são mantidas doses que podem variar de acordo com o estado de cada paciente. É importante consultar um médico para entender qual é a sua necessidade.


4- A suplementação por vitamina D poderia então diminuir a gravidade de uma infecção causada pelo coronavírus?


R.L.

Segundo o ex-chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, Tom Frieden, a suplementação de vitamina D reduz o risco de infecções respiratórias, regula a produção de citocina e pode limitar o risco associado a outros vírus, como o da Influenza. Mas não se sabe ainda se a vitamina D desempenha algum papel no nível de gravidade da Covid-19. Dada a prevalência da hipovitaminose-D, ele aponta ser seguro recomendar que as pessoas tomem doses diárias da vitamina.


5 -Existe um grupo de risco para a falta de Vitamina D?


R.L.

Vivemos uma reconhecida pandemia de hipovitaminose D, comprovada cientificamente, então todos temos que nos atentar a isso mas especialmente idosos, gestantes, lactantes, pacientes bariátricos ou com raquitismo, osteomalácia, hiperparatireoidismo, doenças inflamatórias, doenças imunes, doença renal crônica, entre outras situações. Somado a isso, os pesquisadores do Departamento de Clínica Médica da Escola de Medicina da Universidade Trinity College, em Dublin, na Irlanda, concluíram que a falta da vitamina no ponto de corte menor a 30 nmol/L deve ser revertida para evitar doenças ósseas, uma estratégia que também pode proteger a função do músculo esquelético no envelhecimento. A falta dela pode aumentar o risco de problemas cardíacos, osteoporose, alguns tipos de câncer, gripes e resfriados, e doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes. Em mulheres grávidas deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de parto prematuro e favorecer a pré-eclâmpsia.

Ainda segundo a nutricionista Denise Madi Carreiro: "Vale lembrar que assim como todas as outras, a Vitamina D atua em conjunto com os demais nutrientes, que também são importantes para o funcionamento do organismo como um todo. Por exemplo, o magnésio é necessário para ativar a vitamina D e a vitamina A é necessária para ativar o seu receptor da vitamina D. Portanto, na hora de fazer a suplementação é fundamental estar atento ao equilíbrio com os demais micronutrientes".

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