Quanto mais liberam mosquitos, mais doenças transmitidas por mosquitos aumentam. Atacando culturas alimentares e pessoas?

Mosquitos editados por genes lançados no Brasil: vacina contra a dengue financiada pela Fundação Bill Gates. Vai salvar vidas?




A crise dos mosquitos abrange várias dimensões, incluindo a liberação de mosquitos machos geneticamente editados e o desenvolvimento de vacinas contra a dengue e a malária. No entanto, esses esforços representam apenas a ponta do iceberg em um cenário mais complexo e preocupante. O que era supostamente para diminuir o mundo das populações dos mosquitos, se mostrou algo contrario, revelando um alastramento da doença transmitida pelos mosquitos.

Mas o programa não levou em conta o surgimento de características resistentes em mosquitos ou patógenos-alvo. Há evidências de que mosquitos transgênicos Aedes aegypti transferem genes para uma população natural. Que pressões isso cria sobre a população de mosquitos e os patógenos que eles carregam?

Os mosquitos geneticamente modificados não erradicam as doenças transmitidas por vetores com perfeição e certeza. Mutações foram documentadas em sistemas de letalidade geneticamente modificados que se destinavam a controlar populações de mosquitos.

Em 2018, F. William Engdahl trouxe à tona preocupações sobre o "armamento de insetos" pelo Pentágono. Segundo Engdahl, há fortes indícios de que a DARPA, a agência de pesquisa e desenvolvimento do Departamento de Defesa dos EUA, está desenvolvendo insetos geneticamente modificados capazes de destruir culturas agrícolas de potenciais inimigos. 

Apesar das negações da DARPA, biólogos importantes levantaram alarmes sobre o uso da tecnologia CRISPR para armar insetos, comparando essa prática a uma versão moderna e potencialmente mais devastadora da praga bíblica dos gafanhotos.

O projeto da DARPA envolve a introdução de Agentes de Alteração Genética ou vírus em populações de insetos para influenciar diretamente a composição genética das culturas. A agência planeja usar cigarrinhas, moscas brancas e pulgões para disseminar vírus selecionados nas plantações. 

Entre outras justificativas, a DARPA afirma que isso ajudará os agricultores a combater as "mudanças climáticas". No entanto, permanece a questão de como esses vírus geneticamente modificados interagirão com outros microrganismos no ambiente e como isso pode alterar a genética e o sistema imunológico dos humanos que dependem dessas culturas.

A Situação no Brasil


Em 2023, as Nações Unidas anunciaram um plano global contra mosquitos, visando liberar bilhões de mosquitos com genes editados no Brasil. O objetivo declarado é livrar o país da dengue e outras doenças transmitidas por vetores. Com o envolvimento de Bill Gates em ambas as frentes [mosquitos e vacina, a Qdenga, veja a bula ], financiamento de pesquisas e apoio ao plano global contra mosquitos.

O governo brasileiro apoiou a criação de uma fábrica de mosquitos, projetada para produzir bilhões de mosquitos por ano a partir de 2024. A empresa britânica Oxitec, envolvida no desenvolvimento de mosquitos geneticamente modificados há mais de oito anos, desempenha um papel crucial nesse esforço. Esses mosquitos machos geneticamente modificados acasalam com fêmeas de mosquitos comuns, resultando em descendentes com uma falha genética que causa a suposta morte precoce.

Segundo Bill Gates, financiador do projeto, esses mosquitos são aliados na luta contra a dengue e outros vírus mortais. O Programa Mundial de Mosquitos, financiado pelo Wellcome Trust, pela Big Pharma e pela Fundação Bill e Melinda Gates, está empenhado em produzir centenas de milhões de mosquitos Wolbachia para salvar vidas. A fábrica de Medellín, atualmente o maior criadouro de mosquitos do mundo, produz mais de 30 milhões de mosquitos por semana.

No entanto, a realidade no Brasil em 2024 está longe de ser a esperada. A liberação de bilhões de mosquitos machos geneticamente modificados em 2023 tinha como objetivo reduzir a população de mosquitos, mas o resultado foi contrário ao desejado. Em vez de uma diminuição, há um aumento no número de mosquitos e doentes por mosquitos que está colapsando o sistema de saúde, atribuído pelo ministro da Saúde ao clima quente e às chuvas acima da média ou falta de vacinas.

Um estudo da Universidade de Yale citado por Engdahl sugere que alguns mosquitos geneticamente editados apresentam "vigor híbrido", criando uma população mais robusta e resistente aos inseticidas, conhecidos como "super mosquitos". Após um período inicial de redução significativa, a população de mosquitos recuperou para níveis pré-liberação em cerca de 18 meses.

Conclusão

A crise dos mosquitos revela uma complexidade que vai além das soluções tecnológicas aparentes. Enquanto a modificação genética e as vacinas oferecem promessas (A chamada vacina experimental Qdenga, veja aqui a Bula), os resultados práticos e os riscos associados estão cada vez mais claros e evidentes. 

Contudo, críticos apontam para lacunas significativas na abordagem. Experimentos em massa com mosquitos geneticamente modificados podem desencadear pressões seletivas, levando ao desenvolvimento de características resistentes em mosquitos e patógenos. Além disso, há registros de mutações em sistemas letais destinados a controlar populações de mosquitos.
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