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Fatores de risco que ameaçam a saúde do fígado, pâncreas e vesícula biliar

Vitaminas: Fatores de risco que ameaçam a saúde do fígado, pâncreas e vesícula biliar... Compreender as funções normais desses órgãos e detectar sinais em caso de mau funcionamento contribui para preservar a saúde.

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Fatores de risco que ameaçam a saúde do fígado, pâncreas e vesícula biliar
Fatores de risco que ameaçam a saúde do fígado, pâncreas e vesícula biliar

O fígado, pâncreas e vesícula biliar desempenham papéis fundamentais na digestão, na circulação sanguínea e nos sistemas hormonal e imune. No entanto, nós só notamos a sua importância quando surgem os problemas.

São muitos os fatores que influenciam a probabilidade de se ter um problema nesses órgãos. Alguns estão além do nosso controle, mas outros podem ser modificados para minimizar o risco de doenças e complicações.

Para ajudá-lo a ficar atento e evitar problemas de saúde, nós preparamos uma lista com os principais fatores de risco que podem prejudicar a saúde do seu fígado, pâncreas e vesícula.

1. Idade

O envelhecimento traz consigo a debilitação gradual da resistência do organismo e aumenta a probabilidade de doenças. Ao mesmo tempo, a diminuição das reservas usadas no combate às doenças retarda a recuperação, e os efeitos de uma enfermidade podem ser mais graves.

Estima-se que 10% dos adultos com mais de 40 anos tenham cálculos biliares, embora menos de 5% destes sejam sintomáticos. Aos 75 anos, o índice aumenta para 1 em cada 20 homens e um terço das mulheres.

O risco de diabetes melito tipo 2 aumenta com a idade e afeta 10% das pessoas com mais de 70 anos. O tipo 1 surge na juventude: a incidência máxima se dá entre 10 e 20 anos.

O risco de câncer também tende a aumentar com a idade, e também se aplica aos cânceres do fígado ou do pâncreas.

2. Gênero

Mulheres que consomem bebidas alcoólicas em excesso são mais propensas a efeitos adversos do que os homens. Nelas, o nível de enzimas gástricas que digerem o álcool é menor e, assim, o metabolismo hepático é maior. Isso significa que a intoxicação por dose é mais alta do que nos homens.

O risco de litíase biliar é duas vezes maior em mulheres. Isso se deve aos efeitos dos hormônios femininos na composição da bile e sobre a vesícula biliar. O anticoncepcional oral também eleva o risco de cálculos biliares.

Atualmente, o diabetes melito acomete igualmente homens e mulheres.

3. Peso

O excesso de peso corporal eleva o risco de muitas doenças, e a obesidade é um fator específico para a formação de cálculos biliares – sobretudo em mulheres com menos de 50 anos. Também é fator de risco significativo no desenvolvimento do diabetes tipo 2, mas pode ser reduzido por meio de um programa de exercícios físicos regulares associado ao controle da alimentação.

Além disso, a obesidade aumenta a quantidade de colesterol produzido e excretado pelo fígado, o que torna mais provável a formação de cálculos biliares.

A dieta e o emagrecimento rápido também influenciam o conteúdo de bile e levam à formação de cálculos.

4. Alimentação

A alimentação carente de nutrientes e vitaminas essenciais também predispõe à doença. A dieta ocidental tende a ser pobre em fibras, o que torna o trânsito intestinal lento e eleva o risco de cálculos biliares e câncer do intestino.

No Ocidente, o álcool é a causa mais comum de doença hepática. Alguns estudos sugerem que pessoas que consomem pequena quantidade de álcool vivem mais do que quem bebe demais e do que os abstêmios.

5. Tabagismo

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer do pâncreas: em fumantes, esse risco é duas vezes maior.

Esse tipo de câncer representa 2% de todos os tipos de câncer no Brasil, sendo mais comum a partir dos 60 anos.

6. Medicamentos

Consumir bebidas alcoólicas paralelamente a medicamentos sobrecarrega o fígado e atrapalha seu pleno funcionamento. Sempre leia a bula para verificar se há contraindicações e, se necessário, evite o álcool durante o tratamento.

7. Profissão

Algumas profissões estão associadas a maior risco de doenças. Profissionais de saúde podem contrair doenças de um paciente ou por não seguirem corretamente as diretrizes para manuseio de agulhas.

Funcionários de penitenciárias podem sofrer lesão por agulha e, portanto, correm o risco de contrair doenças como hepatite ou HIV.

Estatísticas mostram também que a probabilidade de doenças relacionadas ao álcool em donos de bar é muito maior.

8. Drogas

Agulhas usadas podem transmitir doenças hepáticas e o HIV. O uso de drogas intravenosas é muito arriscado, sobretudo se há compartilhamento de agulhas. A tatuagem e o piercing também podem ser formas de transmissão de doenças.

9. Relações sexuais

Os vírus da hepatite e o HIV podem ser contraídos por meio de relação sexual sem proteção com um parceiro infectado. O uso de preservativos diminui significativamente o risco.

Quase todos os portadores de HIV apresentam alterações da função hepática. Metade deles apresenta aumento do fígado ou icterícia. Após a infecção, o desenvolvimento de problemas como a hepatite B torna-se mais fácil, ocasionando lesão ainda maior do fígado.

Enquanto 90% das pessoas saudáveis se curam de uma hepatite, isso só acontece em 50% dos portadores de HIV.

Todos os portadores de HIV devem ser vacinados contra hepatite.

10. Genética

Pesquisas mostraram que a genética tem papel importante na ocorrência de algumas doenças. Se houver um caso de diabetes ou de outra doença em sua família, faça tudo o que puder para modificar outros fatores de risco, como praticar exercícios e manter o peso dentro de limites razoáveis.

Cerca de 1/4 dos diabéticos do tipo 2 têm um parente em primeiro grau com diabetes. No caso de gêmeos idênticos, se um deles tiver diabetes tipo 2, o risco de que o outro também tenha é superior a 95%.

São comuns vários casos de cálculos biliares na mesma família. O risco em parentes de portadores de cálculos biliares é pelo menos duas vezes maior, não importam a idade, a dieta ou o peso.

É menos provável que uma doença hepática seja causada por fatores genéticos, embora algumas menos comuns sejam hereditárias – como a hemocromatose.

11. Estresse

O estresse não provoca problemas hepáticos ou da vesícula biliar, mas pode dificultar o controle do diabetes.

Como reduzir o risco de doença


Existem vários recursos para reduzir o risco de problemas no fígado, no pâncreas e na vesícula biliar. O primeiro passo é tentar manter um peso razoável e evitar dietas drásticas. Se você tem tendência à obesidade, esforce-se para controlar o peso. Pratique mais exercícios físicos e dê preferência aos alimentos saudáveis. Veja a seguir outras dicas que podem ajudar:

  • Reduza o consumo de gorduras: menos alimentos ricos em gordura e colesterol reduz o risco de cálculos biliares. Aumente a ingestão de fibras, que ajudam a manter a produção de bile.
  • Pare de fumar: se você fuma, procure ajuda para abandonar o hábito. Hoje em dia, há medicamentos que podem auxiliá-lo a abandonar o vício.
  • Conheça o histórico médico da sua família: descubra se algum parente tem diabetes ou cálculos biliares. Informe-se sobre os sinais e sintomas e tome precauções contra essas doenças.
  • Sempre pratique sexo seguro: todos aqueles que não têm um relacionamento estável com um cônjuge ou parceiro devem sempre levar preservativos consigo e insistir no uso deles com um novo parceiro.
  • Reduza o consumo de álcool: os homens devem consumir no máximo quatro doses diárias de álcool e as mulheres, três. As “bebedeiras” devem ser evitadas, sobretudo pelas mulheres. Não misture álcool e drogas. Passe alguns dias sem consumir álcool a cada semana.
  • Siga as regras de segurança no trabalho: evite qualquer contato direto com o sangue de outra pessoa. Use sempre luvas ao tratar um corte ou escoriação em que haja sangramento, e proteja com curativo feridas abertas.
Artigo originalmente em: Revista Seleções
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