Foi a vida que te esqueceu ou foi você que se vitimizou?


Foi a vida que te esqueceu ou foi você que se vitimizou?A psicóloga Jessica Horácio explica que uma das piores dores é a de se sentir excluído, você provavelmente sabe do que eu estou falando. Parece que todo mundo tem o seu lugar no mundo menos você que se sente um ser à parte, um ponto fora da curva, uma pessoa completamente deslocada, negligenciada, esquecida. “Todo mundo” está feliz - você pensa. “Todo mundo” está se divertindo - pelo menos é o que você vê nas suas redes sociais.

E é assim que você começa a questionar a sua própria vida, a criticar as suas escolhas, a se diminuir pelo fato de simplesmente ter uma vida diferente daquela que os outros aparentam ter. Você generaliza a felicidade alheia para intensificar a sua miséria, você usa de fragmentos de uma rede para condenar a sua própria vida, e talvez nem perceba mas cada vez que faz isso mais você se vitimiza diante da vida, como se o universo estivesse à favor de todos exceto de você.

E sim, pode ser que realmente as pessoas que você acompanha nas redes sociais estejam felizes, estejam se divertindo de verdade, aproveitando a vida. Mas essa é a vida que elas estão escolhendo, construindo, e você, o que está fazendo com a sua oportunidade de viver?

Por que tanto desprezo por si? Quando foi que você aprendeu a hipervalorizar as conquistas do outro e diminuir as suas? É que não estamos falando somente de conquistas, estamos falando de valorizar as próprias experiências, valorizar a sua própria vida.

Parece que aí dentro de você mora um indivíduo sabotador: que faz questão de olhar para os lados pra rejeitar o que está bem debaixo do próprio nariz. Isso te lembra alguém?

Pois é, deve ter sido muito dolorido receber um dar de ombros quando se queria ganhar um “parabéns”, deve ter sido muito frustrante receber um “não fez mais que a sua obrigação” quando na verdade você queria só um abraço de orgulho e admiração, e pra não viver toda essa dor novamente seu inconsciente aprendeu a esquecer de si e olhar somente para o outro, foi assim que você se tornou um cobiçador da vida alheia.

Você não precisa dar continuidade nesse aprendizado arcaico e infantil. Sabia disso? As vezes quem te ensinou, não sabia que também podia olhar para si e se admirar. Ou ainda, não sabia da importância de estimular alguém a olhar para si... E embora tenha doído muito, hoje você pode reconhecer esta dor de forma adulta e buscar recursos para lidar com as ausências do passado.

Você pode interromper este ciclo, pode começar a se apropriar mais dos dias, horas, minutos que existem a sua disposição. Pode se permitir construir experiências que combinam com a sua identidade, pode se lançar para novas possibilidades e sim, se lhe for oportuno, também compartilhar nas redes sociais a sua felicidade.
O mundo não é só para os outros, o mundo é para você também.

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