O QUE VOCÊ TEM ESPERADO DA VIDA É COMPATÍVEL COM O QUE VOCÊ TEM INVESTIDO NELA?

O QUE VOCÊ TEM ESPERADO DA VIDA É COMPATÍVEL COM O QUE VOCÊ TEM INVESTIDO NELA?

É comum a muitas pessoas o desejo de receber da vida a satisfação de todas as suas necessidades e desejos. Você provavelmente já quis muito que o outro o satisfizesse sem que para isso você tivesse que pedir o que precisava ou queria, ou ainda, já sentiu muita raiva por não ter sido atendido por quem você queria, no momento que queria e do jeito que você queria.
Para a psicoterapia corporal, ou Reichiana, uma abordagem da psicologia que busca compreender os comportamentos e emoções através da relação entre os bloqueios corporais e emocionais; estas características mencionadas acima correspondem ao traço de caráter chamado oral, que corresponde amplamente, a um padrão emocional e comportamental fixado na fase de desenvolvimento oral. O conflito básico do oral diz respeito ao seu direito de receber suporte afetivo, a sensação de privação é que faz com que ele queira receber sempre mais afeto e prazeres em geral, podendo negar as responsabilidades que a vida exige e dispensar toda forma de se esforçar para obter algo embora queira muito este “algo”. Como sente em si uma falta muito grande, solicita muito do outro o preenchimento das suas carências, podendo ficar depressivo ao entrar em contato com as suas “ausências”, e ficando agressivo quando é privado daquilo que quer.

O duelo entre dependência e independência é uma constante também na vida do oral, pois, do mesmo modo que poderá querer receber amor, poderá devido ao medo da frustração, negar qualquer manifestação de amor numa tentativa de evitar uma hipotética rejeição, esta também é uma forma de afirmar que “não precisa de ninguém” e assim evitar novamente o medo de não ser satisfeito pelo o outro embora o seu desejo íntimo é ser amparado e satisfeito por alguém.

É comum que responsabilizem o outro ou o mundo pelas suas frustrações e tristezas, pois não conseguem enxergar-se protagonistas diante da vida, se vêem apenas como o “mocinho” ou a “mocinha” que se tornam vítimas dos vilões da vida que ora são representados pelo (a) chefe, cônjuge, amigos, pais…
O grande desafio de quem possui predominantemente este traço de caracter é conseguir se suprir emocionalmente se tornando independente de forma saudável e não forçada, compreendendo que não é mais um bebê e que precisará construir o seu mundo de acordo com as suas próprias demandas.

Todos tem o direito de se sentir tristes por não serem atendidos, mas a situação para que não envolva sofrimento precisa ser vista de forma realista e não através das próprias neuroses de rejeição, privação ou abandono que o indivíduo possui e que foram originadas na infância, predominantemente em momentos onde ele enquanto criança precisava receber suporte afetivo. São estes conflitos que contribuem para sofrimentos diante de situações que por si só não tem esta implicação diretamente na vida adulta.

Por isso, antes de perguntar se o outro está sendo uma boa pessoa para você, se questione se você tem sido uma boa pessoa para si. Utilize o amor próprio para construir a sua maturidade emocional e assim, se tornar protagonista da própria vida. Embora o mundo não corresponda a todas as expectativas que criamos, podemos nos aproximar da nossa satisfação fazendo a nossa parte, e é este movimento de investir naquilo que se quer que contribuirá para a própria felicidade, que precisa ser desenvolvido, sem raiva, orgulho e prepotência, mas simplesmente pela compreensão que por mais que se queira, o mundo não é uma eterna mãe e nós, não somos eternas crianças.

Reflita sobre como você tem se relacionado com o mundo e quais expectativas você tem criado para com ele e com as pessoas em geral, e observe como você tem contribuído com a sua parte para a satisfação dos seus desejos e necessidades. Deste modo, procure auxílio psicológico para elaborar os conflitos que orientam os comportamentos, esta ação corresponde a dar um passo em direção ao auto cuidado e ao respeito por si, além de ser um investimento em relações mais saudáveis e maduras.

Artigo Reproduzido pelo CE de :

Jéssica Horácio é psicóloga, possui formação em Psicoterapia Corporal - Reichiana. Trabalha como psicóloga clínica em Consultório de Psicologia LivrementeS - Criciúma/SC, e como psicóloga social em Casa de Repouso localizada no município de Içara/SC.

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Fundador: Fabio Allves
Fundador do Coletividade Evolutiva; Um autodidata ávido pensador livre, eu parti em uma missão em busca da verdade de qualquer forma que ela venha. Desde meu despertar há vários anos, minha paixão por conhecimento e justiça me levou a uma jornada em busca de pesquisas profundas. A informação está livremente correndo nas mãos do público, então o meu objetivo é ajudar a facilitar o fluxo complexo de informações, de modo que outros posam facilmente alcançar seu próprio despertar e fazer parte da inevitável mudança que acontece ao desperta a sociedade. Saber Mais