VACINAÇÕES OBRIGATÓRIAS NO BRASIL 2017: E COMO FOI A REVOLTA DA VACINA EM 1904 NO RIO DE JANEIRO




Rio de Janeiro e a revolta contra a vacinação obrigatória 

Entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904, a cidade do Rio de Janeiro viveu o
que a imprensa chamou de “a mais terrível das revoltas populares da República”.

A campanha de vacinação obrigatória foi colocada em prática em novembro de 1904. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta. 

A resistência popular, que quase levou a um golpe militar, teve o apoio de positivistas e dos alunos da Escola Militar da Praia Vermelha. Os acontecimentos, que tiveram início no dia 10 de novembro de 1904, com uma manifestação estudantil, cresceram consideravelmente no dia 12, quando a passeata de manifestantes dirigia-se ao Palácio do Catete, sede do Governo Federal. A população estava alarmada. No domingo, dia 13, o centro do Rio de Janeiro transformou-se em campo de batalha: era a rejeição popular à vacina contra a varíola, que ficou conhecida como a "Revolta da Vacina",que na verdade estava sendo envenenada , mas que foi muito além disso.

O clima de descontentamento popular com outras medidas tomadas pelo governo federal, que afetaram principalmente as pessoas mais pobres. Entre estas medidas, podemos destacar a reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), que desalojou milhares de pessoas para que cortiços e habitações populares fossem colocados abaixo para a construção de avenidas, jardins e edifícios mais modernos.

OBS: O que as pessoas não se perguntar é , porque o governo nos oferecem vacinações gratuitas, mas hospitais em precariedades, médicos em falta, postos de saúde em falta, remédios em falta, mas vacinar contra algo que ainda nem se quer existe,ou possa existir mas a pessoa esta super saudável, tem vacinas a disposição a vontade?? Sera que o sistema esta realmente ao nosso favor? sera que ele realmente quer nos ver saudáveis ? sera que o sistema que esta ai não quer me manter sempre doente para que possa esta sempre dependente  dele ? comprando mais e mais medicamentos caros para isso ou  aquilo ? ou sera que a o dito imunização na verdade quer dizer ao contrario? se você é umas dessas pessoas que acredita que o governo quer o bem da população,ou você tem uma certa duvida, recomendo você ver esses artigos do CE : AQUI , AQUI

Um Bom exemplo que possa dizer aqui para vocês é o seguinte, tenho um cachorro aqui em minha casa, ele era super saudável, ate que veio em  minha cidade uma equipe para vacinar animais domésticos, então acabei levando o meu cachorro para isso ocorrer, logo apos umas semana, ele começou a ficar muito queto e o focinho dele começou a ficar obstruído, e soltando sangue e algum tipo de catarro, não consegue nem se quer dormir em paz é lamentável já tentamos cuidar dele com varios tipos de remédios mas não tem jeito e tudo isso por conta de uma vacina, se isso ocorreu com o meu cachorro, imagina se fosse seu filho ( a )? Eu em particular nunca tomei vacina, pelo menos não depois de ter crescido, pois guando pequeno tomei por conta de meus pais também não ter informações como podemos ter hoje,e por outro lado muito raro eu ficar doente de gripe ou febre ou qualquer outro tipo de doença, sou muito saudável. Bom não estou aqui para dizer para você não se vacinar, cada um é "livre" para decidir isso certo? Bom parece que não e mais assim que funciona né mesmo, pois veja logo abaixo : 


O que aconteceu durante a revolta 




- Muitas pessoas se negavam a receber a visita dos agentes públicos que deviam aplicar a vacina, reagindo, muitas vezes, com violência.

- Prédios públicos e lojas foram atacados e depredados;

- Trilhos foram retirados e bondes (principal sistema de transporte da época) foram virados.

Reação do governo e consequências

- O governo federal suspendeu temporariamente a vacinação obrigatória.

- O governo federal decretou estado de sítio na cidade (suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais).

- Com força policial, a revolta foi controlada com várias pessoas presas e deportadas para o estado do Acre. Houve também cerca de 30 mortes e 100 feridos durante os conflitos entre populares e forças do governo.

- Controlada a situação, a campanha de vacinação obrigatória teve prosseguimento. Em pouco tempo, a epidemia de varíola foi erradicada da cidade do Rio de Janeiro. 

Para quem não sabe, temos no Brasil há quase 35 anos, um dispositivo legal que permite ao governo forçar a vacinação na população, caso “ache necessário”. O decreto Nº 78.231, de 12 de Agosto de 1976, determina:

Artigo 13: Parágrafo único. Consideram-se de notificação compulsória:

I – As doenças que podem implicar medidas de isolamento ou quarentena, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional;

Art 27. Serão obrigatórias, em todo o território nacional, as vacinações como tal definidas pelo Ministério da Saúde, contra as doenças controláveis por essa técnica de prevenção, consideradas relevantes no quadro nosológico nacional. Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo o Ministério Saúde elaborará relações dos tipos de vacina cuja aplicação será obrigatória em todo o território nacional e em determinadas regiões do País, de acordo com comportamento epidemiológico das doenças.

Art 28. As Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal, e dos Territórios poderão tornar obrigatório o uso de outros tipos de vacina para a população de suas áreas geográficas desde que: I – Obedeçam ao disposto neste Decreto e nas demais normas complementares baixadas para sua execução pelo Ministério da Saúde;

II – O Ministério da Saúde aprove previamente, a conveniência da medida;

III – Reúnam condições operacionais para a execução das ações.

Como na Inglaterra e nos EUA, esta lei até agora não foi imposta, porém os instrumentos legais estão lá, prontos para serem ativados. Neste momento, é bom lembrar de um post antigo que escrevi em setembro de 2009, no qual uma estudante de direito havia postado sobre uma palestra da professora da Universidade de São Paulo Deisy Ventura, doutora em Direito Internacional, sobre a gripe suína e outras pandemias, e o estado de exceção. A professora inclusive questionou se a pandemia não seria uma forma de terror conteporâneo.
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Autor: Fabio Allves
Fundador do Coletividade Evolutiva; Um autodidata ávido pensador livre, eu parti em uma missão em busca da verdade de qualquer forma que ela venha. Desde meu despertar há vários anos, minha paixão por conhecimento e justiça me levou a uma jornada em busca de pesquisas profundas. A informação está livremente correndo nas mãos do público, então o meu objetivo é ajudar a facilitar o fluxo complexo de informações, de modo que outros posam facilmente alcançar seu próprio despertar e fazer parte da inevitável mudança que acontece ao desperta a sociedade. Saber Mais